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Thursday, September 16, 2010

Resenha: Splendor

Se eu achei que Envy teve um final surpreendente, era porque ainda não tinha lido Splendor.
Penelope Hayes descobre que a vida sem seu marido distante, Henry, pode ser boa, e está aproveitando-a ao máximo, flertando loucamente com o príncipe de Prússia - alguém em quem Penelope consegue identificar muitas semelhanças com sua própria personalidade...
Diana Holland vai até Cuba atrás de Henry Schoonmaker, mas quando os dois são descobertos, são 'deportados' de volta para NYC (para a profunda tristeza de Penelope), onde Diana se contenta em ser amane de Henry, até que ela conversa com Elizabeth, que lhe aconselha a fogir com Henry e não voltar mais; a ideia agrada muito a Diana e Henry concorda com ela...
Elizabeth Holland/Keller/Cairn começa a descobrir que seu pai, antes de falecer, já havia sabido de sua relação com Will, pois havia colocado um terra - que ele havia dito para Will ser rica em óleo - na Califórnia no nome dos dois... e quando um policial bate na sua nova casa, falando com seu marido sobre o lugar no qual seu pai morreu, Elizabeth começa a entender que o homem que pareceu desistir de tudo para protoger a ela e ao bebê de Will, é na verdade o mesmo homem que mandou matar seu próprio pai por dinheiro e, depois, quando descobriu sobre a terra na Califórnia, mandou matar Will para que ele pudesse se casar com Elizabeth e ganhar a posse da terra. O problema é que Elizabeth não pode falar para ninguém, já que Snowden começa a lhe drogar, e nem mesmo Teddy parece entender que ela precisa de ajuda.
Carolina Broud agora é rica, mas seu casamento com Leland desandou quando ele descobriu sua verdadeira identidade...
Com um final de deixar o queixo caído, Splendor mostra que é possível sim amar de novo, não importa a intensidade do primeiro amor, que as vezes, para seguirmos nossos sonhos, temos que abrir mão de coisas que amamos muitos, e que no final, sempre vai ser melhor dizer a verdade para aqueles que nos são próximos...

Thursday, September 09, 2010

Resenha: Envy

Sei que o que fiz foi muito errado; quebrar a sequência de uma série literária - quando a lemos pela primeira vez - nunca é uma coisa que faço com muita vontade, mas dessa vez não me aguentei.
Eu li o primeiro livro da série Luxo, e, como não achei i segundo aqui na livraria, me adiantei e comprei o terceiro.
Claro que eu sabia que teria surpresas, já que eu não fazia ideia do que acontecia no segundo livro, Rumors, então eu fui descobrindo aos trancos e barrancos durante Envy, o que por si só já teria bastado para fazer a leitura ser - no mínimo - bastante interessante, tanto para mim quanto para os que me viam lendo, já que me disseram que minhas diversas expressões de choque, horror, desgosto e ódio serviram para distrair uma boa quantidade de amigos meus na escola xD

Envy é um livro incomensuravelmente mais complexo e envolvente que Luxo.
Intrigas, segredos, dinheiro, amores e, acim de tudo, a noção daquilo que a sociedade dita ser o certo a fazer... como viver de aparências quando seu coração lhe demanda algo diferente?
Seguindo as nossas quatro mulheres principais da história, temos Elizabeth Holland, agora viúva de um casamento que nunca saiu de dentro de sua casa por ter sido totalmente impróprio para alguém de sua linhagem, e só agora, dois meses após a morte prematura de Will, é que Liz começa a perceber as possíveis consequencias de seu casamento, e da intimidade que tal lhes garantiu.
Lina Broud, agora conhecida pelo nome de Carolina Broad se vê lutando com unhas e dentes para manter seu status de socialite mesmo após a morte de seu guardião no mundo dos ricos - um mundo que, lhe é bastante óbvio, está com suas portas firmemente fechadas para novas pessoas - algo que Carolina está determinada a ignorar.
Penelope Hayes, agora a mais nova Sra. Schoonmaker não está feliz em seu casamento, e a razão de tal fato tem nome e sobrenome: Diana Holland. Penelope conseguiu fazer com que Henry se casasse com ela por meio de ameaças contra Diana, mas agora lhe está extremamente aparente que, por mais que estejam casados, Henry não tem planos para tratá-la como sua mulher a não ser em público, quando o decoro obriga tal coisa, já que a cabeça de seu marido continua lotada de Diana...
e finalmente, Diana Holland, a irmã mais nova de Elizabeth, e a antiga ovelha negra da família, que agora, devido ao frágil estado da irmã mais velha, está mantendo as aparências da família para o público, mas sempre tentando manter uma distância segura de Henry Schoonmaker, feito que se mostra cada vez mais difícil de ser realizado, até que, no fim, após a partida de Henry para a guerra - para fogir de seu casamento com uma mulher que não ama e ser obrigado a ver a mulher que ama nos braços de outro - Diana, em desespero, toma uma providência que mudará a vida de toda sua família para sempre...

Um livro delicioso, com reviravoltas de prender o fôlego, revelações suculentas, e as melhores fofocas da elite de Manhattan, Envy é um livro que me deixou totalmente chocada com o final, encarando a página de queixo caído e sem palavras para expressar a minha surpresa. Super recomendo!